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#dicacultural: livro "o paraíso na outra esquina"

#dicacultural: livro "o paraíso na outra esquina"

O post de hoje, ao invés de uma recomendação de um artista plástico ou resenha sobre uma exposição, é dedicado a dois artistas: Paul Gauguin – pintor francês – e Mario Vargas Llosa – escritor peruano.

O livro "Paraíso na Outra Esquina" foi o primeiro que li do autor e que me pegou de tal forma que depois me fez ir atrás dos textos de outros autores latino-americanos. Ele conta a história de Gauguin e sua avó Flora Tristán, dois tipos marginais para suas respectivas épocas.

Flora, feminista que viveu durante a primeira metade do século XIX (1803-1844), foi uma escritora e ativista que defendia ideais socialistas, sendo também uma das primeiras a teorizar sobre o feminismo. Flora acreditava que os direitos das mulheres estavam diretamente relacionados ao progresso das classes trabalhadoras.

Gauguin, por sua vez, foi um pintor pós-impressionista que viveu na segunda metade do século XIX até o início do século XX (1848-1903). Embora nascido na França, parte da sua vida foi vivida fora do país. Seu trabalho primitivista desenvolvido durante o tempo em que viveu no Tahiti, influenciou outros grandes artistas, como Matisse e Picasso, graças ao marchand Ambroise Vollard.

Cada um à sua maneira, Flora e Gauguin representaram grandes vanguardas e mudanças de pensamento. O sentimento de utopia que conecta os dois também dá forma ao livro. Foram, cada um, personagens históricos governados pelo desejo de uma mudança radical, uma busca para se desvencilharem de suas vidas rotineiras a fim de alcançarem em vida seus paraísos.

O livro, todavia, retrata em paralelo Flora e Gauguin no fim de suas vidas. Abatidos pelos sofrimentos que a realidade lhes impôs, Vargas Llosa mostra que toda utopia acaba por ser descortinada.

Rijksmuseum e a diversidade

néle azevedo // monumento mínimo

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