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MAAT: o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa

MAAT: o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa

No ano próximo verão europeu, inaugura em Lisboa o MAAT, Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia. O museu tem a proposta de explorar a cultura contemporânea, através da combinação de artes visuais e media, arquitetura e cidade, tecnologia e ciência, sociedade e pensamento. Uma missão bastante ousada, mas não menos interessante.

O MAAT vai ocupar uma das mais visitadas áreas culturais de Lisboa, na zona histórica de Belém, à margem do rio Tejo. Situado numa central eléctrica do início do séc. XX com cerca de 38.000m2, o MAAT acolherá uma mostra permanente de ciência e eletricidade e um vasto programa de exposições temporárias.

Um museu de arte, arquitetura e tecnologia não poderia ficar sem um projeto arquitetônico espetacular, em diálogo com a missão do museu. Quem coordena essa empreitada é a arquiteta britânica Amanda Levete. À frente do estúdio de design AL_L, Levete esteje a frente de projetos como a galeria e a reabilitação do Victoria and Albert Museum, em Londres, e recente Central Embassy, em Bangkok.

A arquiteta falou para a Fundação EDP, organização por trás do projeto do MAAT, um pouco sobre a sua concepção:

“Este é um projeto sobre água, luz, reflexos e pessoas. Queremos criar um edifício que capte a essência desta zona ribeirinha única e da extraordinária luz de Lisboa. É também um projeto sobre democracia. É um edifício para as pessoas – para as pessoas de Lisboa, visitantes culturais e turistas. É um edifício para cultura e lazer que cria uma experiência única desafiando os limites entre espaço público e espaço construído” [Amanda Levete]

O edifício projetado para o MAAT aposta numa forma orgânica que estabelece uma relação fluída e natural entre a cidade e o rio e numa relação fluida e natural entre espaços interiores e exteriores. O telhado foi projetado como uma plataforma panorâmica para o Tejo e para toda a área cultural de Belém. Serão cerca de 7.000m2 de espaço público.

Por sua vez, a direção do museu ficará por conta do do arquiteto e ex-curador de arquitetura contemporânea do MoMA, Pedro Gadanho. Pedro tem um currículo respeitável: atuou como professor Faculdade de Arquitectura do Porto, e de 2000 a 2003, e como co-diretor da ExperimentaDesign. Foi curador de mostras internacionais, tais como Space Invaders, para o British Council, em Londres, e Pancho Guedes, um Modernista Alternativo, para o Museu de Arquitetura Suíça, Basel. Mais recentemente, integrou o painel consultivo para o Pavilhão britânico na Bienal de Arquitetura de Veneza 2010, e foi o co-organizador da Conferência Internacional 1 em Arquitetura e Ficção - Once Upon a Place. Gadanho foi ainda editor da revista BEYOND, Short Stories on the Contemporary, do blog Shrapnel Contemporary e co-autor de duas séries de televis˜åo sobre arquitetura entre 2000 e 2003.

A experiência internacional de Gadanho foi um dos principais motivos para o arquiteto ter sido escolhido para dirigir essa empreitada que tem uma ambição internacional de mostrar ao mundo um novo posicionamento da cidade de Lisboa no cenário mundial. O Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia integra também o plano estratégico que António Lamas, presidente do Centro Cultural de Belém e da Estrutura de Missão da Estratégia Integrada de Belém, prepara com o objetivo de promover todo o conjunto patrimonial desta zona de Lisboa estimulando o turismo local.

Para Gadanho ainda é cedo para se falar em possíveis exposições mas de uma coisa tem a certeza:

“É para continuar a apoiar artistas portugueses, mostrar as suas obras.” (...) “Há uma colecção de arte contemporânea portuguesa, mais forte a partir de 1968, que tem sido divulgada fora da fundação, em exposições, mas que agora pode ser mostrada ali.”

Agora o próximo passo é aguardar a abertura do museu!

 

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via Lisbonlux, Público e Fundação EDP.

 

COP21 + land art

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miguel chevalier

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